Van Gogh


29-08-2010 18:17

 

Vincent Willem van GoghZundert, 30 de Março de 1853Auvers-sur-Oise, 29 de Julho de 1890) foi um pintor pós-impressionista neerlandês, freqüentemente considerado um dos maiores de todos os tempos.[1]

Sua vida foi marcada por fracassos. Ele falhou em todos os aspectos importantes para o seu mundo, em sua época. Foi incapaz de constituir família, custear a própria subsistência ou até mesmo manter contactos sociais. Aos 37 anos, sucumbiu a uma doença mental, suicidando-se.

A sua fama póstuma cresceu especialmente após a exibição de 2001 das suas telas em Paris, a 17 de Março de 1901. Somente após a sua morte sua obra foi amplamente reconhecida.

Van Gogh é considerado um dos pioneiros na ligação das tendências impressionistas com as aspirações modernistas, sendo a sua influência reconhecida em variadas frentes da arte do século XXI, como por exemplo o expressionismo, o fauvismo e o abstraccionismo.

O Museu Van Gogh em Amsterdã é dedicado aos seus trabalhos e aos dos seus contemporâneos.

 Primeiros anos

Vincent em 1866

Vincent nasceu em Zunderrt, uma cidade próxima a Breda, na província de Brarrabante do Norte, nos Países Baixos (mais conhecidos no Brasil e em Portugal como Holanda). Era filho de Theodorus, um pastor da Igreja Reformada Neerlandesa (calvinista), e de Anna Cornelia Carbentus. Recebeu o mesmo nome de seu avô paterno e também daquele que seria o primogênito da família, morto antes mesmo de nascer exatamente um ano antes de seu nascimento. Especula-se[2] que este fato tenha influenciado profundamente certos aspectos de sua personalidade, e que determinadas características de sua pintura (como a utilização de pares de figuras masculinas) tenham sido motivadas por isso. Ao todo, Vincent teve dois irmãos: Theodorus, apelidado de Theo, e Cornelius (Cor); e três irmãs: Elisabeth, Anna e Willemina (Will).

Vincent era uma criança séria, quieta e introspectiva. Desenvolveu através dos anos uma grande amizade e forte ligação com seu irmão mais novo, Theo. A vasta correspondência entre Theo e Vincent foi preservada e publicada em 1914, trazendo a público inúmeros detalhes da vida privada do pintor, bem como de sua personalidade. É através destas cartas que se sabe que foi Theo quem suportou financeiramente o irmão durante a maior parte da sua vida.

Aos 16 anos, por recomendação de seu tio Vincent (ou Cent), começou a trabalhar para um comerciante de arte estabelecido na Haia, na empresa Goupil & Cie. Quatro anos depois foi transferido para Londres, e depois para Paris.[1]

No entanto, Vincent estava cada vez mais interessado em assuntos religiosos, e acabou sendo demitido da galeria. Ele então decidiu retornar à Inglaterra para fazer um trabalho sem remuneração. Durante o Natal, Van Gogh retornou para casa e começou a trabalhar numa livraria. Ele ficou seis meses no novo emprego, onde gastava a maior parte de seu tempo traduzindo a Bíblia.

Em 1877 sua família mandou-o para Amsterdã, onde morou com seu tio Jan. Vincent preparou-se para os exames de admissão da Universidade de Teologia com seu tio Johannes Stricker (teólogo), mas fracassou. Mudou-se então para a Bélgica, e novamente fracassou nos estudos da escola Missionária Protestante. Em 1879, ainda na Bélgica, começou um trabalho temporário como missionário em uma comunidade pobre de mineiros.

 Estudos de arte

Em 1880, Vincent decidiu seguir a sugestão do seu irmão Theo e levar a pintura mais a sério. Ele partiu para Bruxelas para tomar aulas com Willem Roelofs, que o convenceu a tentar a Academia Royal de Artes. Lá ele estudou um pouco de anatomia e de perspectiva.

Em 1881, Van Gogh mudou-se com a família para Etten, onde ficou amigo de Kee Vos-Stricker, sua prima e filha de Johannes Vicent Stricker. Ao pedi-la em casamento, ela o recusou com um enérgico “nunca”. Porém, Van Gogh insistiu em sua idéia, o que gerou conflitos com seu pai. No final do mesmo ano, Vincent partiria para a Haia.

Na Haia, ele juntou-se a seu primo, Anton Mauve, nos estudos de arte. Envolveu-se com uma prostituta grávida e já mãe de um filho, conhecida como Sien. Quando o pai de Van Gogh soube do relacionamento do filho, exigiu que ele a abandonasse.

Em 1883, mudou-se para Nuenen (Holanda) onde se dedicou à pintura. Lá se apaixonou pela filha de uma vizinha, Margot Begemann. Decidiram se casar, mas suas famílias não aceitaram o casamento, o que fez com que Margot tentasse o suicídio.

Em 1885, o pai de Van Gogh morreu de infarte. Neste mesmo ano ele pintou aquela que é considerada a sua primeira grande obra: Os Comedores de Batata. Em novembro do mesmo ano, muda-se para Antuérpia.

Com poucos recursos, ele preferia mandar dinheiro para Theo em Paris, para que este lhe enviasse material de pintura, a comer uma boa refeição. Enquanto estava em Antuérpia, dedicou-se ao estudo das cores e visitou museus, apreciando trabalhos principalmente de Peter Paul Rubens, e tornou-se um bebedor frequente de absinto. Foi nesta altura que entrou em contacto com a arte japonesa, da qual se tornou fervoroso admirador e que posteriormente o influenciaria pelas cores fortes e uso das linhas.

Em 1886, matriculou-se na Ecole des Beaux-Arts de Antuérpia.

 Paris

Em março de 1886, Van Gogh mudou-se para Paris, onde dividiu um apartamento em Montmartre com Theo. Depois, os dois mudaram-se para um apartamento maior na Rue Lepic, 54. Por alguns meses, Vincent trabalhou no Estúdio Cormon, onde conheceu os artistas John Peter Russell, Émile Bernard e Henri de Toulouse-Lautrec, entre outros.[1] Este último, alcóolatra, apresenta van Gogh ao absinto, bebida popular da ocasião, que viria a ser muito consumida pelo pintor, que a retratou em Natureza Morta com Absinto. O absinto possuía como principal ingrediente uma planta alucinógena de nome Artemisia absinthium e cuja graduação alcóolica era de 68%. O absinto, também conhecida como “fada verde” devido aos efeitos alucinógenos, foi responsabilizado por alucinações, surtos psicóticos e mesmo mortes.[3]

Através de Theo, conhece Monet, Renoir, Sisley, Pissarro, Degas, Signac e Seurat.[1]

Naquela época, o impressionismo tomava conta das galerias de arte de Paris, mas Van Gogh tinha problemas em assimilar esse novo conceito de pintura. Vincent e Émile Bernard começaram o uso da técnica do pontilhismo, inspirados em Georges Seurat.

A partir de sua estada em Paris, Van Gogh abandona sua temática sombria e obscura de camponeses e suas obras recebens tons mais claros. São desta época os quadros Mulher sentada no Café du Tambourin, A ponte Grande Jatte sobre o Sena, Quatro Girassóis, os Retratos de Père Tanguy, entre outros.[1]

Em 1887, conhece Paul Gauguin, e mais para o final do ano expõe em Montmartre. No ano seguinte, decide mudar-se de Paris.

 Arles

Vincent van Gogh chegou em Arles, no Sul de França, no dia 21 de fevereiro de 1888. A cidade era um local que o impressionava pelas paisagens e onde esperava fundar uma colônia de artistas.

Com objetivo de decorar a sua casa em Arles (conhecida como A Casa Amarela, retratada em uma de suas obras), Van Gogh pintou a série de quadros com girassóis, dos quais um se tornaria numa de suas obras mais conhecidas. Dos artistas que deixara em Paris, apenas Gauguin respondeu ao convite feito para se instalar em Arles. O Vinhedo Vermelho, único quadro vendido durante a sua vida, foi pintado nesta altura. Ele o vendeu por 400 francos.

Gauguin e Van Gogh partilhavam uma admiração mútua, mas a relação entre ambos estava longe de ser pacífica e as discussões, frequentes. Para representar as relações abaladas entre os dois, Van Gogh pinta a A Cadeira de Van Gogh e a A Cadeira de Gauguin, ambas de dezembro de 1888. As duas cadeiras estão vazias, com objetos que representam as diferenças entre os dois pintores. A cadeira de Van Gogh é sem braços, simples, com assento de palha; a de Gauguin possui assento estofado e possui braços.

Mediante os diversos conflitos, Gauguin pensa em deixar Arles: “Vincent e eu não podemos simplesmente viver juntos em paz, devido à incompatibilidade de temperamentos”, queixou-se ele a Theo. Gauguin sentia-se incomodado com as variações de humor de Vincent pela pressão exercida por elas.

Em 23 de dezembro de 1888, após a saída de Gauguin para uma caminhada, Van Gogh o segue e o surpreende com uma navalha aberta. Gauguin se assusta e decide pernoitar em uma pensão. Transtornado e com remorso pelo feito, Vincent corta um pedaço de sua orelha direita, que embrulha em um lenço e leva, como presente, a uma prostituta sua amiga, Rachel. Vincent retorna à sua casa e deita-se para dormir como se nada acontecera. A polícia é avisada e encontra-o sem sentidos e ensanguentado. O artista é encaminhado ao hospital da cidade.[4] Gauguin então manda um telegrama para Theo e volta para Paris, julgando melhor não visitar Vincent no hospital.

Vincent passa 14 dias no hospital, ao final dos quais retorna à casa amarela. Em seu retorno pinta o Auto-Retrato com a Orelha Cortada. O episódio trágico convenceu van Gogh da impossibilidade de montar uma comunidade de artistas em Arles.[1]

O estilo de pintura acompanhou a mudança psicológica e Van Gogh trocou o pontilhado por pequenas pinceladas.

Quatro semanas após seu retorno do hospital, Van Gogh apresenta sintomas de paranóia e imagina que lhe querem envenenar. Os cidadãos de Arles, apreensivos, solicitam seu internamento definitivo. Sendo assim, van Gogh passa a viver no hospital de Arles como paciente e preso.

Rejeitado pelo amigo Gauguin e pela cidade, descartados seus planos da comunidade de artistas, se agrava a depressão de Van Gogh, que tinha como único amigo seu irmão Theo, que por sua vez estava por casar-se. O casamente de Theo constribui para a inquietação de Vincent, que teme pelo afastamento do irmão.[1]

Saint-Rémy

Em 1889, aos 36 anos, pediu para ser internado no hospital psiquiátrico em Saint-Paul-de-Mausole, perto de Saint-Rémy-de-Provence, na Provença. A região do asilo possuía muitas searas de trigo, vinhas e olivais, que transformaram-se na principal fonte de inspiração para os quadros seguintes, que marcaram nova mudança de estilo: as pequenas pinceladas evoluíram para curvas espiraladas.[1]

 Auvers

Em maio de 1890, Vincent deixou a clínica e mudou-se de novo para perto de Paris (em Auvers-sur-Oise), onde podia estar mais perto do seu irmão e frequentar as consultas do doutor Paul Gachet, um especialista habituado a lidar com artistas, recomendado por Camille Pissarro. Gachet não conseguiu melhorias no estado de espírito de Vincent, mas foi a inspiração para o conhecido Retrato do Doutor Gachet. Em Auvers Van Gogh produz cerca de oitenta pinturas.[1]

Entretanto, a depressão agravou-se, e a 27 de Julho de 1890, depois de semanas de intensa atividade criativa (nesta época Van Gogh pinta, em média, um quadro por dia),[5] Van Gogh dirige-se ao campo onde disparou um tiro contra o peito. Arrastou-se de volta à pensão onde se instalara e onde morreu dois dias depois, nos braços de Theo.[1] As suas últimas palavras, dirigidas a Theo, teriam sido: “La tristesse durera toujours” (em francês, “A tristeza durará para sempre”).[6]

 A doença

Na ocasião, o diagnóstico de Van Gogh mencionava perturbações epiléticas, ainda que o diretor do asilo, Dr. Peyron, sequer fosse especialista em psiquiatria. As crises ocorriam de tempos em tempos, precedidas por sonolência e em seguida apatia. Tinham a média de duração de duas a quatro semanas, período no qual Van Gogh não conseguia pintar. Nestas crises predonimavam a violência e as alucinações. No entanto, Van Gogh tinha consciência de sua doença e lhe era repulsivo viver com os demais doentes mentais da instituição.[1]

“Após a experiência dos ataques repetidos, convém-me a humildade. Assim pois: paciência. Sofrer sem se queixar é a única lição que se deve aprender nesta vida.”
Vincent Van Gogh

A doença de Van Gogh foi analisada durante os anos posteriores e existem várias teses sobre o diagnóstico. Alguns como o doutor Dietrich Blumer, em artigo publicado no American Journal of Psychiatry, mantém o diagnóstico de epilepsia do lobo temporal, agravada pelo uso do absinto.[4]

Segundo alguns, Vincent teria sofrido de xantopsia (visão dos objetos em amarelo), por isso exagerava no amarelo em suas telas. Esta xantopsia pode ou não ter surgido pelo excesso de ingestão de absinto, que contém tujona, uma toxina. Outra teoria seria que doutor Gachet teria indicado o uso de digitalis para o tratamento de epilepsia, o que poderia ter ocasionado visão amarelada a Van Gogh.[7] Outros documentos relatam ainda que na verdade Van Gogh seria daltônico.

Há ainda diagnósticos de esquizofrenia[8] e de transtorno bipolar do humor, sendo este último o diagnóstico mais aceito.[4][9][10][11]

Consta que na família de Van Gogh existiram outros casos de transtorno mental: Théo sofreu depressão e ansiedade e faleceu de “demência paralítica” (neurossífilis), no Instituto Médico para Doentes Mentais em Utrecht. Wilhelmina era esquizofrênica e viveu durante 40 anos neste mesmo instituto e Cornelius cometeu suicídio aos 33 anos de idade.[6][12]

 Principais obras

[] Haia

  • Sorrow (litografia, 1882)
  • Homem Velho com a Cabeça em Suas Mãos (“At Eternity’s Gate”) (litografia, 1882)..

Nuenen

[editar] Antuérpia

Paris

Arles

Saint-Rémy

Auvers-sur-Oise

[] Curiosidades

 

  • Seu irmão Theo morreu seis meses depois do falecimento de Vincent, em 25 de janeiro de 1891, em Utrecht. Sua esposa Johanna encarregou-se de levar seu corpo para ser enterrado lado a lado com o de Vincent, em Auvers-sur-Oise, onde ambos estão até hoje.[1]
  • Van Gogh vendeu uma única tela enquanto vivo, A Vinha Encarnada, por 400 francos. Em 1990, cem anos após sua morte, outra tela sua, Retrato do Dr. Gachet, alcançou o valor de US$ 82,5 milhões, um recorde até então.[5]
  • A frase atribuída a ele: Meu melhor quadro é aquele que imaginei deitado na cama, através da fumaça do cachimbo e que nunca cheguei a pintar. é na verdade do personagem Cyprien no livro de Joris-Karl Huysmans, En Ménage. Van Gogh cita essa passagem em uma carta a Émile Bernard.

 



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Polícia encontra fábrica ilegal de armas artesanais no Ceará


Uma residência onde eram fabricadas armas artesanais foi encontrada na tarde desta terça-feira (29) pela polícia no município de Croatá, a 352 quilômetros de Fortaleza. No local foram encontradas 21 espingardas, 50 cápsulas de cartuchos calibre 28, assim como vários recipientes com espoletas, pólvoras e chumbos.

Segundo tenente Sousa, comandante da Polícia Militar de Guaraciaba do Norte, o responsável pelo local, identificado como Gonçalo Bezerra Leite, fabricava, alugava e vendia as armas para assaltantes.

A polícia chegou até o local depois de abordar um outro criminoso. Paulo Ribeiro de Pinho foi encontrado após uma denúncia de roubo de celular. Na casa dele, que já tinha passagens pela polícia, foram encontrados sete aparelhos roubados, além de uma espigarda socadeira. O suspeito confessou, então sobre o a venda das armas.

Gonçalo Bezerra Leite foi preso autuado por comércio ilegal de arma de fogo, enquanto Paulo Ribeiro de Pinho foi autuado por receptação e porte de arma de fogo.



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Titulares de lotes em cemitérios de Macapá têm até novembro para fazer recadastro


A Prefeitura de Macapá vai abrir o processo de recadastramento dos cerca de 12 mil lotes nos três cemitérios da capital a partir de segunda-feira (28). O procedimento é para evitar a venda irregular de lotes e fazer o controle das sepulturas. O processo será presencial e poderá ser feito até o dia 10 de novembro.

De acordo com o secretário de Manutenção Urbanística, Claudiomar Rosa, o recadastro auxilia na manutenção e controle dos cemitérios.

“Com a atualização das informações, temos como saber quantas pessoas estão sepultadas e se há lotes que precisam ser desapropriados”, reforçou.

Para fazer o recadastramento, o interessado deve ir, no período de 8h às 14h, até o prédio da Semur, localizado na Avenida Maria Quitéria, entre as ruas Manoel Eudóxio Pereira e Hamilton Silva, no bairro Trem. É preciso apresentar RG, CPF, comprovante de residência, termo de cessão ou de posse do lote e comprovante da última taxa de sepultamento ou atestado de óbito.

Caso o lote contenha mais de uma pessoa sepultada, o licenciado deverá apresentar os documentos dos demais. Já no caso de falecimento do titular do lote, um dos herdeiros deve fazer o recadastramento.

Aos sábados, a equipe responsável fará plantões em vários pontos da cidade, das 8h às 13h

Data: 2 de setembro
Local: CEU das Artes
Endereço: Av. Carlos Lins Cortês, s/n, Infraero 2

Data: 23 de setembro
Local: Escola Municipal Professora Raimunda Lima Guedes
Endereço: Rua Sete, n° 196, Marabaixo 1

Data: 7 de outubro
Local: Escola Municipal Cacilda Ferreira Vasconcelos
Endereço: Rua Beira Rio, n° 908, no distrito de Fazendinha

Data: 2 de novembro (Dia de Finados)
Locais: Fundação Municipal de Cultura (Fumcult); Centro de Educação Profissional do Amapá (Cepa); Cemitério São Francisco
Endereços: na Rua Eliezer Levy, n° 1610, Centro; na Av. Maria Quitéria, nº 316, Buritizal; BR-156, na Zona Norte da capital.

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Cinema brasileiro


02-09-2010 10:44

 

Heidi Strecker*
Especial para Página 3 Pedagogia & Comunicação

Reprodução/Trópico

O cineasta Mário Peixoto

Este é o primeiro de quatro artigos em que vamos aprender um pouco sobre a história do Cinema Brasileiro. Para isso, abordaremos a trajetória dos maiores filmes brasileiros, desde suas origens, passando pela chanchada, pelo cinema novo, até à retomada da produção de sucessos como “Cidade de Deus”.

História do cinema brasileiro

A história do cinema brasileiro se confunde com a do cinema mundial. Em 1897, o empresário Vittorio di Maio realizou uma sessão de cinema com o cinematógrafo (o aparelho de projetar filmes) no Teatro Cassino-Fluminense, em Petrópolis.

Eram curta-metragens europeus e brasileiros: crianças dançando em uma escola do Andaraí e bondes no ponto terminal do Botafogo, bairros cariocas, e a chegada de um trem numa estação de Petrópolis (RJ). Tudo do jeitinho que os irmãos Lumière apresentaram, em 1895, em Paris, naquela que foi considerada a primeira sessão de cinema da história.

Em 1908 surgiram as primeiras realizações nacionais, como “Os Estranguladores” (filme baseado num crime que ficou famoso na época) e a comédia “Nhô Anastácio Chegou de Viagem”.

Escritores conhecidos começaram a escrever para cinema. Em 1909, a opereta “A Viúva Alegre” chegou a bater recordes de bilheteria. Com a chegada de diretores e técnicos italianos para trabalhar no Brasil, a produção de filmes no Rio de Janeiro ganhou grande impulso.

Humberto Mauro

Nos anos 1920 os ciclos regionais se multiplicaram e o cinema passou a ser realizado em diversas partes do Brasil. Em Minas Gerais, o produtor Humberto Mauro fundou uma companhia de cinema que rodou filmes que ficaram famosos como “participantes do ciclo de Cataguazes”.

O filme “Limite”, dirigido por Mário Peixoto em 1931, é considerado uma obra prima do cinema brasileiro, apresentando tratamento visual sofisticado e trilha sonora erudita.

Na mesma época, os estúdios da Cinédia, no Rio de Janeiro, passaram a adotar um ritmo de produção regular, como os grandes estúdios de Hollywood. Foram realizados filmes como o drama “Ganga Bruta”, o musical “Alô, Alô Brasil” e comédias românticas como “Bonequinha de Seda”, de Oduvaldo Vianna.

Orson Welles e Vicente Celestino

Em 1942 os estúdios da Cinédia foram alugados para equipe do cineasta norte-americano Orson Welles, para a filmagem de “É Tudo Verdade”. A indústria do cinema prosperava e um dos maiores sucessos do cinema brasileiro nesta época foi “O Ébrio”, de Gilda Abreu, de 1946, estrelado por seu marido, o cantor Vicente Celestino.

A produção de filmes brasileiros cresceu bastante com a fundação da produtora Atlântida. O primeiro filme realizado por essa empresa foi “Moleque Tião”, em 1943, uma comédia com temática popular. A Atlântida criou o gênero de cinema conhecido como chanchada, um tipo de comédia baseado na paródia, na sátira política e nas tiradas maliciosas.

 

 

A chanchada

Heidi Strecker*
Especial para Página 3 Pedagogia & Comunicação

Reprodução

Oscarito e Grande Otelo na capa da revista Cinema

A fundação da produtora Atlântida, em 1941, marcou o início de uma época de glória para o cinema no Brasil. Comediantes de grande talento foram revelados em comédias populares de grande sucesso – as chanchadas.

Fazendo humor bem brasileiro e debochado, os atores Oscarito e Grande Otelo formaram uma das duplas mais notáveis do cinema de todos os tempos. Bons no improviso e fazendo tipos malandros e simplórios, conquistaram o gosto popular. Atuaram juntos em diversas produções, entre as quais “Aviso aos Navegantes” e “Aí vem o Barão”.

Outros grandes comediantes de sucesso atuaram com destaque nos anos 1950: Dercy Gonçalves, Wilson Grey, Zé Trindade e José Lewgoy.

Um tipo original foi criado pelo comediante Mazzaropi, que encarnou o caipira simplório, de grande empatia com o público. “Sai da Frente”, “Nadando em Dinheiro” e “Candinho” foram alguns de seus filmes de destaque.

Vera Cruz
A Companhia Cinematográfica Vera Cruz foi fundada em 1949 por um grupo de empresários de São Paulo e tinha como objetivo criar um projeto cultural nacional. Os estúdios da Vera Cruz, em São Bernardo do Campo, em São Paulo, contavam com equipamentos sofisticados e deram um padrão internacional para o cinema brasileiro.

O primeiro filme realizado pela Vera Cruz foi “Caiçara”, dirigido pelo italiano Adolfo Celi. A companhia Vera Cruz durou apenas alguns anos, mas produziu muitos filmes importantes para o cinema brasileiro, como “O Cangaceiro”, dirigido por Lima Barreto e lançado em 1953.

A implantação de um star-system brasileiro, em que grandes estrelas ajudam a promover os filmes, foi iniciada pela companhia Vera Cruz. Foram produzidos dramas no estilo de Hollywood, estrelados por atores como Tonia Carreiro e Anselmo Duarte.

No início da década de 1960 o cinema brasileiro obteve reconhecimento no exterior com o filme “O Pagador de Promessas”, que se tornou um clássico da cinematografia nacional. O filme, dirigido por Anselmo Duarte, ganhou a Palma de Ouro do prestigioso Festival de Cannes, na França.

 

 

Cinema novo

Heidi Strecker*
Especial para Página 3 Pedagogia & Comunicação

Reprodução

Cartaz de Deus e o Diabo na Terra do Sol

Na década de 1960 o cinema brasileiro passou por uma transformação radical. Vários novos cineastas – com a figura polêmica de Glauber Rocha à frente – surgiram dispostos a subverter tanto a maneira de realizar os filmes quanto a forma de pensar as relações entre cinema e sociedade. Surgia uma maneira diferente de fazer cinema, o cinema novo.

Uma estética foi sendo elaborada, graças também ao aparecimento de câmeras mais leves, mais fáceis de carregar. Elas passaram a ser usadas em movimento, como nas reportagens. A linguagem do cinema novo teve grande repercussão não só aqui, como em todo mundo todo.

Jovens cineastas procuraram romper com a tradição de cinema até então vigente no Brasil (como os dramas, os musicais e as chanchadas), criticando a imitação do cinema feito em Hollywood.

Fator de identidade
O cinema passou a ser entendido como um fator de identidade nacional, ligado à nossa cultura e à nossa maneira de encarar o mundo. O Brasil passou a se ver refletido nas telas de cinema, como um país pobre, de grandes contrastes sociais, convivendo com a fome, a miséria e a violência. O cineasta Glauber Rocha defendeu uma “estética da fome” (expressão que ele mesmo criou): transformar as deficiências da produção cinematográfica num modo próprio de fazer cinema.

A realidade do nordeste brasileiro tomou-se um dos temas principais dos novos cineastas. “Vidas Secas”, referência à clássico de Graciliano Ramos, filmado por Nelson Pereira dos Santos e “Os Fuzis”, de Ruy Guerra, apresentam uma visão de um Brasil miserável e violento, poucas vezes representado nas telas de cinema. “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, de Glauber Rocha, conta a história de um vaqueiro foragido da polícia que se junta primeiro a um bando liderado por um fanático religioso e depois passa a integrar um grupo de cangaceiros.

Esse filme lembra as histórias da literatura de cordel (histórias populares nordestinas, impressas em folhetos que ficam expostos pendurados em cordéis e são vendidos em feiras e mercados).

Problemas urbanos, cultura de massas
Não foi apenas a cultura nordestina que serviu de matéria-prima para o cinema novo. Os problemas urbanos, a violência, a cultura de massas e a marginalidade também foram discutidos, em filmes como “A Grande Cidade”, de Carlos Diegues, “Terra em Transe”, de Glauber Rocha, e “O Bandido da Luz Vermelha”, de Rogério Sganzerla. Além do jagunço e do retirante, entraram em cena figuras como o operário, o imigrante, o marginal, o intelectual e o cidadão de classe média.
 

 

Cinema de retomada

Heidi Strecker*
Especial para Página 3 – Pedagogia & Comunicação

Reprodução

Cartaz de Cidade de Deus

O cinema brasileiro viu despontar nos anos 1990 cineastas capazes de refletir a realidade do Brasil, com suas desigualdades e tragédias sociais, com boas histórias e qualidade técnica. Foi no período em que assistiu, aos poucos, ao retorno do público.

O documentário “Ônibus 174”, de José Padilha é um exemplo. Narra o caso real de um jovem que seqüestrou um ônibus cheio de passageiros no centro do Rio de Janeiro.

Para contar essa história, o filme usa imagens dramáticas da TV (que mostrou o seqüestro ao vivo) e paralelamente conta episódios anteriores da vida do seqüestrador, de maneira extremamente hábil.

Depois de um período de estagnação de duas décadas, com problemas de financiamento e apoio, o cinema brasileiro voltou a produzir muitos filmes, vivendo uma fase chamada de “cinema da retomada”. Entre 1995 e 1997 foram produzidos mais de cem filmes brasileiros, com qualidade técnica e atraentes para o público.

O filme “Central do Brasil”, de Walter Salles Jr., lançado em 1998, obteve grande sucesso de público e de crítica. O filme ganhou o Urso de Ouro no festival de Berlim e foi indicado para o Oscar de melhor filme estrangeiro, tornando-se um marco na história do cinema brasileiro.

O documentário também é um gênero em que o Brasil vem conquistando grande relevância. O cineasta Eduardo Coutinho, em filmes como “Santo Forte”, reinventou o relacionamento entre entrevistador e entrevistado, com resultados expressivos.

Cidade de Deus
Uma linguagem inovadora também marcou o filme “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles. O mundo da criminalidade foi retratado com uma linguagem moderna, com ritmo ágil da narrativa e cortes rápidos. Os temas populares também aparecem na obra do estreante Breno Silveira, “Dois filhos de Francisco”, que teve grande sucesso de público, ao relatar em forma de melodrama a infância da dupla Zezé diCamargo & Luciano.

A importância de um conjunto coerente e significativo de filmes lançados no Brasil nos últimos anos não deve ser subestimada. No entanto, o cinema brasileiro atual ainda tem grandes desafios a vencer, em meio a inúmeras dificuldades de produção, distribuição e exibição. Que o cinema brasileiro procura avançar, isso é certo. E o público deve contribuir, assistindo aos filmes aqui produzidos.
 



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Porto de RO envia castanhas produzidas na Bolívia para a Holanda pela 1ª vez


O Porto de Porto Velho enviou, na última quinta-feira (24), a 1ª carga de castanhas produzida na Bolívia para a Holanda. Dois contêineres foram usados no transporte das sementes pelo Rio Madeira. Um empresário que se instalou na capital foi quem teve a ideia para fazer esta exportação.

De acordo com Edemir Brasil, cooerdenador de gestão portuária do Porto Público, outras cargas já são exportadas, mas esta foi a primeira vez que uma carga de castanha da Bolívia está sendo embarcada de Porto Velho para Manaus (AM), onde depois vai seguir para outro país.

“Há um ano um empresário da PBX se instalou na cidade e passou a exportar madeira da capital. Em seguida ele entrou em contato com países vizinhos para exportar produtos deles e em março conseguiu essa liberação, através da apresentação de um projeto piloto”, explicou o coordenador.

Após o projeto ser aprovado para a exportação de madeira, o mesmo empresário sugeriu a exposição de castanha e conseguiu aprovação.

“Na semana passada, dois contêineres comk 8,5 toneladas de castanhas saíram da Bolívia por terra para Porto Velho. Eles chegaram aqui na última terça (22) e embarcam para Manaus (AM) na quinta-feira (24). De lá, a carga será transportada para um navio que seguirá a rota para a cidade de Amsterdã, na Holanda”, informou Edemir.

O coodernador explicou ainda que, através do Porto Público, outras cargas são exportadas.

“No Porto já é transportado outros tipos de alimento, como o peixe para abastecer o mercado de Manaus (AM), carne bovina, açúcar, leite, farinha e feijão”, finalizou Brasil.



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When buying for the mobile cellular phone, think about the characteristics which you truly will need. Telephones offer you a whole lot of options in the present current market, which include World-wide-web entry, cameras plus the capacity to carry out many applications. When these capabilities are awesome, it might not be value paying for by far the most pricey cellular phone should you is not going to make use of them. Feel meticulously right before making your closing assortment.

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From time to time signing an extended time period agreement is worth it to obtain the phone you desire. Some companies will offer the ideal costs if you are ready to indicator on for his or her support for your 12 months or two. Just be sure you might be prepared to decide to the contract, since ending the time period early can value a good deal in penalties.

Endeavor to restrict the amount of video clip you observe about the web over the program of your working day. Video clip will demolish your GB allowance as it is normally streaming and requires a great deal of information to run. For those who are seeing YouTube videos normally in the working day, you may choose to choose for unlimited data.

In the event you fall your cell cellular phone into liquid, don't think that it's now not any superior and toss it absent. The ideal point to complete could be to get rid of the battery and location the phone in the bowl of rice. This may aid to absorb any dampness which has created it truly is way to the system.

When purchasing your cellphone, be sure to consider bundles. Quite a few providers offer you them, they usually can involve things such as a case or even a auto charger. It truly is normally cheaper to order every one of these merchandise inside a bundle than to purchase them independently, and there is a very good possibility you can want a few of the extras.

Never really feel the need to devote the extra revenue on a mobile cellphone display protector. Today's mobile phones are created from scratch resistant glass. This glass is so solid that even keys will never scratch it when they're beside a cellular phone inside your pocket. That display screen protector is probably going wasted money.

Consider concerning the coverage you are purchasing and whether or not it truly is seriously worthwhile during the extended operate.

In some cases, ideas will be incredibly valuable while, and for ten pounds per month can substitute your telephone at no cost if you split it. This may save you many bucks for those who ended up to interchange your cellphone at retail rate.

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Seminário Robert Kiyosaki no Brasil

September 23rd and 24th, 2017 at Expo América in São Paulo – SP, the Worldwide Congress NAC Brasil together with the presence of Robert Kiyosaki and Chris Gardner.

NAC Brazil introduced jointly the world's best authorities while in the spots of Prosperity, Organization and Financial commitment Mentality to show you ways to take care of your funds, acquire and boost your Leadership profile in addition as Personalized Growth Approaches and Strategies. Robert Kiyosaki, Chris Gardner and various world-renowned professionals will instruct you ways to improve your competencies to ensure that you are the Grasp of Prosperity Generation in the lifetime.

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Robert Kiyosaki is an trader, entrepreneur and writer of the best-selling book "Rich Dad, Lousy Dad"

Regarded throughout the world for your ebook "Rich Father, Poor Father," bestseller that offered over thirty million copies in eighty nations around the world.

The American Robert Kiyosaki includes a different perspective around the standard method of considering about cash. Together with his encounter as an entrepreneur and trader, and his irreverent, frank and direct means of speaking, he encourages people to rethink their beliefs about finance, and to replicate and act in a different way. Because the release of "Rich Father, Lousy Father," he has penned just about thirty publications on finance and financial commitment, usually partnering with many others. Kiyosaki and his wife Kim are founders from the Loaded Father Corporation, an organization focused on providing monetary training to men and women via guides, lectures and workshops, among other folks.

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Fotografia


Desde seu surgimento, em 1826, pelas mãos do francês Joseph Nicéphore Niépce, às minicâmeras embutidas em celulares, a fotografia evolui a passos largos. Entenda como se deu essa história fascinante.

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Esquema da câmara obscura

Palavra de origem grega que significa “desenhar com luz”, fotografia é a técnica de gravação por meios mecânicos e químicos ou digitais de uma imagem sobre uma camada de material sensível à exposição luminosa, o suporte. Surgiu das tentativas de vários pesquisadores que, independentemente, trabalharam para aperfeiçoar os métodos de impressão sobre papel. Niépce, hoje reconhecido como seu inventor, teve a idéia de unir dois fenômenos conhecidos:

  • Um fenômeno físico, já utilizado por artistas pelo menos desde a época de Leonardo Da Vinci: a câmara obscura;
     
  • Um fenômeno químico para fixar as imagens geradas pela câmara obscura: a fotossensibilidade dos sais de prata, comprovada pelo físico alemão Johann Heinrich Schulze desde 1727.

    Niépce utilizou uma placa de estanho coberta com betume (não sabe o que é betume? Clique e consulte o dicionário Houaiss) e produziu uma câmera que exigia cerca de oito horas de exposição à luz solar, invenção que batizou de heliografia. Morreu em 1839, antes de vê-la aclamada. Quem levou a fama durante muito tempo foi seu sócio Louis Jacques Mandé Daguerre, que, em 1835, substitutiu a placa de estanho por uma de cobre coberta com prata polida. Ele denominou sua máquina de daguerreótipo e o processo de daguerreotipia, para ter certeza de que a humanidade não o esqueceria, como havia acontecido com Niépce.

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    A fotografia mais antiga já encontrada, de 1826, feita por Niépce.

    Novas técnicas

    Também em 1835, o inglês William Henry Fox Talbot, em vez de placas de metal, utilizou folhas de papel cobertas com cloreto de prata e inventou o “desenho fotogênico”, conhecido pelo nome de calotipia. Esse processo é muito semelhante ao processo fotográfico utilizado hoje pelas câmeras mecânicas, pois produz um negativo que pode ser utilizado para a reprodução de inúmeras cópias, diferentemente do daguerreótipo, que produzia uma única imagem.

    A invenção de Daguerre foi melhor sucedida inicialmente incialmente por agradar a burguesia emergente que preferia queria um retrato exclusivo, mas não tinha recursos para pagar um pintor.

    15 minutos de exposição

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    Os estúdios de retratistas só começaram a proliferar em 1842, quando o aumento da sensibilidade das placas e a criação da lente objetiva por Joseph Petzval reduziram o tempo da pose de 15 minutos para 24 segundos. Imagine se você tivesse que ficar 15 minutos parado depois que o fotógrafo dissesse “xis”, para que a foto fosse feita!

    Como as pessoas a serem fotografadas não podiam se mover, havia, acoplada à câmera de daguerrotipia (figura de número 1, no desenho ao lado), um suporte para fixar a cabeça do modelo, fixado na cadeira (2). O equipamento montado ficava como mostra o desenho 3.

    No Brasil

    Não era só na França e na Inglaterra que havia gente tentando desenvolver a fotografia no início do século XIX. Em 1824, chegou ao Brasil o pintor e naturalista francês Antoine Hercule Romuald Florence. Por volta de 1833, morando aqui, ele fotografou através de uma câmara obscura com uma chapa de vidro e usou papel sensibilizado para a impressão por contato. Mesmo distante e sem conhecimento dos feitos de seus contemporâneos Niépce e Daguerre, obteve resultados semelhantes em seus experimentos, que chamou pela primeira vez de “photographie”.

     

  • Depois das invenções de Niépce e Daguerre, o avanço da tecnologia foi muito rápido e mudou profundamente a maneira de se fazer fotografia. Como não foram patenteadas, a daguerreotipia, a calotipia e, por fim, a fotografia correram rapidamente o mundo.

    Reprodução
    Foto aérea de Paris realizada por Nadar em 1867.

    Gaspard-Félix Tournachon, conhecido pelo pseudônimo Félix Nadar, amigo do escritor Júlio Verne, realizou a primeira fotografia subterrânea em 1858. Foi a primeira vez em que foi utilizada luz elétrica, ou seja, artificial, para iluminar uma fotografia. Em 1861, ele produziu a primeira fotografia aérea, a bordo de seu balão, o Le Géant.

    Outros visionários
    John Benjamin Dancer, em 1839, fotografou através de um microscópio, tornando-se o pioneiro da microfotografia e da microfilmagem.

    Outros precursores foram os americanos Thomas Martin Easterly, que em 1847 registrou um relâmpago, e John Adams Whipple, que em 1851 fez a primeira fotografia da Lua.

    Em cores
    A primeira fotografia colorida foi tirada em 1861 pelo físico James Clerk Maxwell. O primeiro filme colorido, o autocromo, passou a ser comercializado em 1907 e era baseado em pontos tingidos de extrato de batata.

    Cientistas e pesquisadores da fotografia foram responsáveis por muitos avanços no que se refere ao aspecto técnico, como menores períodos de exposição, lentes mais precisas, papéis mais sensíveis e a introdução da cor. Foi o que permitiu o desenvolvimento da linguagem fotográfica, que além de mero registro, ganhou estatus de ferramenta artística.

    Uma nova linguagem
    A fotografia pode ser considerada uma forma de arte? Essa foi uma discussão que houve no incício da história da fotografia. Para muitos críticos, a resposta era não, já que a arte deveria ser única – e a fotografia era copiável.

    Superada a questão, grandes nomes surgiram e fizeram da fotografia uma das mais importantes manifestações artísticas da humanidade. Conheça alguns desses artistas:

    Man Ray

    Reprodução
    Man Ray, Les champs délicieux 1,
    fotograma, 1922

    Um dos artistas mais importantes dos movimentos de vanguarda européia no início do século 20. Começou a trabalhar como fotógrafo para financiar seu trabalho como pintor. Desenvolveu a raiografia, posteriormente chamada de fotograma, criando imagens abstratas, sem a utilização da câmera, expondo à luz objetos previamente dispostos sobre o papel fotográfico.

    Andy Warhol
    Pintor e cineasta, considerado o criador do movimento conhecido como pop art, fez uso da linguagem fotográfica nos anos 60 e 70. Era um questionador da mídia, que, ao mesmo tempo, reproduzia e criava ícones, mitos e celebridades. Seus retratos, conhecidos como polaróides, são uma crítica divertida ao sistema e às discussões sobre arte e fotografia.

    Reprodução
    Andy Warhol, Marilyn
    turquesa, 1964

    David LaChappelle
    Um dos mais renomados fotógrafos da última década, conhecido por suas imagens inusitadas, coloridas e irreverentes, descrito pelo New York Times como o “Fellini da fotografia”. No seu trabalho, o absurdo e o exagero de cores, formas, pessoas e situações é constante. A temática de LaChapelle, além de única, é tão peculiar que é impossível não reconhecer uma de suas obras.

    Reprodução
    David LaChapelle, Elton John at Home, 1997

     



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